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..:: Cada um faz o que pode. E tem uns que fazem cada merda. Ou vômito.
de Rodolpho Guedino de Siqueira.
Férias também são aqueles tempos em que tu vê muitos filmes, ouve muita música e faz mais o que for pra passar o tempo. Se as férias forem as minhas, então, elas realmente são assim. Assim e prolongadas, é verdade. Muito prolongadas. Daí, pra preencher tuudo isso de tempo à toa, entre uma viagem e outra, haja cedê e filme. Ainda bem que hoje, com net e tudo o mais, fica tudo mais fácil: acha-se o que quiser num instante, e a todo tempo tem lançamento, seja de bandas já conceituadas, seja de maravilhas instantâneas - e, não, num tô falando do Miojo -, que vêm e vão como a felicidade desse cara aqui. De semana em semana, surge sempre a mais nova salvação do roquenrou, a sensação do momento.
Além dessa galera toda, ainda tem umas surpresas cá e lá: são desocupados, também como esse cara aqui, que usam o tempo e alguma idéia pra gravar, escrever ou produzir algo bem caseiro e muitas vezes competente - dessa vez, finalmente, diferente desse cara aqui. Alguns exemplos dessas paradas, dentro da música, são, entre outros, os podcasts, as rádios de internet e, por que não(?), caras como o De Leve.
No mundo do cinema, por vez sua, vez e outra aparecem uns filmezinhos feitos com menos dinheiro que meu macarrão com salsicha*** e que, ainda assim, conseguem agradar os grandes entendidos e conseguir uns canecos aqui, um Panda de Zinco lá e tudo o mais.
Já considerando algo mais amplo e tal, envolvendo até os últimos dois casos, os exemplos são ainda mais: zines, coisas como o YouTube, sites de cultura pop, críticos de buteco que se aventuram na internet e afins.
E essas coisas, apesar das diferenças evidentes, têm sempre algo em comum: é nêgo usando o que tem em mãos pra fazer algo, no melhor estilo faça você mesmo. Assim, cada um faz o que pode pra contribuir e, quem sabe, melhorar - divertindo, informando, ou seja lá de que jeito for - um pouco a vida de algum infeliz que venha a conhecer o que foi feito. E o melhor: nessa coisa toda, tem lugar pra todo mundo - tem até pra nós!
O blog, que virou essa coluna, foi o primeiro passo que dei. Que começo, hein? Tô perdido.
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